Recomendações, recomendações e recomendações….

A primeira vez que fui para o exterior, foi através de um intercâmbio da faculdade de engenharia. Já até andei mencionando por aqui antes. Éramos um grupo de estudantes mais ou menos em 15, se não me falha a memória. Mas nós, as meninas, éramos uma minoria. Foi um intercâmbio entre o CEFET do Rio de Janeiro e uma universidade na Alemanha.

O compromisso era que, cada estudante Alemão, que eram em igual número, iria nos receber em suas casas oferecendo estadia e nos transportaria diariamente para a universidade de lá. Todos os dias tinha uma atividade. Posteriormente, nós faríamos o mesmo aqui no Brasil com eles.

Exposto este cenário, quais eram as recomendações dos responsáveis do CEFET por este intercâmbio, antes de seguirmos viagem? Como éramos muito jovens, seria uma responsabilidade muito grande e havia uma preocupação principalmente com as garotas. Queriam alojar cada um de nós em locais cuja distância até a faculdade de lá, fosse proporcional a distância de cada uma de nossas residências daqui em relação ao CEFET. Mas, fora isso, também havia uma preocupação em colocar as meninas ou em casa de família ou com outras garotas. E foi assim que aconteceu. Eu fiquei na casa de um casal com um filho pequeno, devia ter menos de um ano na época. Era um bonequinho que dava vontade de trazer para o Brasil (rs).

Mas por que esta preocupação? Por motivos óbvios, para que não se tivesse nenhum tipo de envolvimento, por sermos jovens, pelas nossas famílias e pela responsabilidade da faculdade. Mas o que nós garotas ouvíamos muito na época era que a fama da mulher brasileira lá fora não era das melhores. Talvez pela imagem que a imprensa, de um modo geral, passa para os estrangeiros. Samba, Carnaval, mulheres com poucas roupas, até pelo nosso clima tropical que contribui, enfim, isso tudo influencia.

Não preciso nem dizer que saímos daqui com esta preocupação, em nos impor e mostrar que esta não é uma imagem real de TODAS as brasileiras.

Quem conhece bem o Brasil de verdade, sabe que não dá pra se generalizar apenas em cima do que se vê na mídia. Coisas boas e ruins, positivas ou negativas, existem em todos os lugares.

Mas foram válidas as recomendações pois éramos jovens e estávamos sob responsabilidade deles.

Quando vamos a algum lugar que não conhecemos bem, é importante nos informar não só sobre a cultura local mas a imagem que se tem do nosso país, da nossa cultura, sejam elas positivas ou não. Para nos prepararmos e até mostrarmos, se for o caso, que nem sempre as coisas são o que parecem, ou que pelo menos, há exceções, como toda regra.

Só dividindo um pouquinho mais dessa minha experiência…

Um abraço!

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